A Urban Outfitters, a Dreams e os cafés dos Royal Parks estão sob forte crítica pelo uso do aplicativo de economia colaborativa Temper para contratação de pessoal. A TUC, uma importante organização sindical, expressou preocupação com a prática, que pode resultar em salários inferiores ao mínimo legal para os trabalhadores. A situação se agrava com a falta de acesso a direitos trabalhistas fundamentais, como pagamento de férias e licença médica.
A TUC está pressionando o governo britânico a acelerar reformas legislativas que visam proteger os trabalhadores da economia gig, que frequentemente ficam à mercê de condições precárias de trabalho. Os críticos destacam que o uso de plataformas como o Temper pode levar à exploração, uma vez que muitos trabalhadores não têm garantias básicas de emprego. A situação levanta questões importantes sobre a regulamentação do setor e a responsabilidade das empresas que utilizam esses serviços.
As implicações dessa discussão vão além das empresas citadas, pois tocam na necessidade urgente de revisão das leis trabalhistas em um mundo cada vez mais dominado pela economia digital. A falta de proteção para os trabalhadores pode resultar em um aumento da desigualdade e precarização do trabalho. Portanto, o debate em torno da economia colaborativa e seus impactos sociais e econômicos é imperativo para garantir um futuro mais justo para todos os trabalhadores.

