Acadêmicos da Universidade de Cambridge expressaram preocupações sobre a falta de transparência da instituição em relação ao seu fundo de investimento de £4 bilhões, que inclui ações de fabricantes de armas. Eles acusam a universidade de “maximal obfuscation”, afirmando que essa opacidade visa evitar interferências democráticas indesejadas nas decisões financeiras. O corpo governante da universidade está agendado para se reunir na próxima segunda-feira para discutir um relatório sobre esses laços financeiros com o setor de defesa.
O debate em torno do fundo de investimento ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre as práticas financeiras de instituições acadêmicas em relação a investimentos éticos. Alguns membros seniores do corpo docente afirmam que a falta de clareza sobre quais empresas estão envolvidas impede uma análise adequada das implicações dessas escolhas. Isso levanta questões sobre a responsabilidade social da universidade e seu papel na promoção de valores éticos.
As acusações de obfuscação podem ter repercussões significativas para a reputação da Universidade de Cambridge e sua capacidade de atrair novos alunos e doadores. Além disso, a situação pode incitar um debate mais amplo sobre a ética dos investimentos em setores controversos, como a defesa. A espera pela reunião do corpo governante poderá determinar os próximos passos da universidade em relação à sua política de investimentos e sua transparência financeira.

