Após um extenso processo de 25 anos de negociações, a União Europeia (UE) formalizou, nesta sexta-feira, 9, a aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Este pacto estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, introduzindo diversas cláusulas que visam acalmar as preocupações dos agricultores europeus em relação à competição com produtos sul-americanos.
A ratificação do acordo é considerada um avanço significativo para a UE, especialmente em um contexto de incertezas nas relações transatlânticas, exacerbadas pela administração do presidente dos EUA, Donald Trump. A Comissão Europeia, responsável pela execução das políticas do bloco, havia pressionado para que a aprovação ocorresse rapidamente, após a conclusão das negociações com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, em dezembro de 2024.
Entretanto, o acordo não é isento de controvérsias. Países como a França expressaram preocupações sobre possíveis impactos negativos para seus agricultores, temendo uma inundação do mercado europeu com produtos agrícolas do Mercosul. A eliminação de tarifas sobre produtos da UE, como veículos e vinhos, contrasta com a facilitação da entrada de carne bovina e outros produtos agrícolas sul-americanos, levantando debates sobre a sustentabilidade da agricultura local.

