Nesta semana, a União Europeia (UE) selou um acordo comercial significativo com a Índia, durante a 16ª Cúpula Índia-UE, em Nova Delhi. O primeiro-ministro indiano, Shri Narendra Modi, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram a criação de uma zona de livre comércio, que beneficiará cerca de 2 bilhões de pessoas. A negociação, que se estendeu por 18 anos, é vista como uma resposta ao protecionismo crescente dos Estados Unidos, que impacta as relações comerciais globais.
O novo acordo permitirá que a UE aumente suas exportações para a Índia, com a expectativa de que as vendas dobrem até 2032, enquanto a Índia terá acesso preferencial a mercados europeus, abrangendo setores como têxteis e automóveis. Ambas as partes representam um quarto do PIB global e um terço do comércio mundial, com trocas que totalizaram mais de 135 bilhões de dólares no último ano fiscal. O ministro indiano do Comércio, Shri Piyush Goyal, enfatizou a importância estratégica do acordo para a Índia.
Embora o acordo tenha sido anunciado, sua implementação dependerá de uma análise jurídica que pode levar alguns meses. A expectativa é que o processo de implementação comece em um ano, refletindo a urgência de ambos os lados em consolidar esta parceria em um cenário geopolítico conturbado, marcado por incertezas nas relações com os Estados Unidos.

