A União Europeia manifestou preocupações em relação ao Conselho da Paz anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira. O novo órgão, que será presidido vitaliciamente por Trump, tem como objetivo resolver conflitos globais, mas enfrenta resistência de muitos líderes ocidentais que hesitam em se juntar à iniciativa.
Um documento confidencial do Serviço Europeu de Ação Externa, datado de 19 de janeiro, destaca a preocupação com a concentração de poder nas mãos de Trump, que poderia comprometer os princípios constitucionais da UE e a autonomia jurídica do bloco. A análise sugere que o novo conselho se desvia significativamente do mandato anteriormente autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU, que focava exclusivamente no conflito em Gaza.
A resistência de países europeus, incluindo França e Espanha, em participar do conselho pode impactar a credibilidade da iniciativa global de Trump. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, enfatizou a necessidade de alinhamento com a Resolução 2803 da ONU, evidenciando a disposição da UE para colaborar em um Plano de Paz que respeite as diretrizes estabelecidas internacionalmente.

