Autoridades da União Europeia expressaram preocupação com o crescimento da dependência do bloco em relação ao gás natural liquefeito importado dos Estados Unidos, uma tendência que se intensificou após o rompimento de contratos com a Rússia. Em um levantamento recente, constatou-se que a UE gastou mais de 300 bilhões de euros a mais nos últimos anos em decorrência dessa mudança. A vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, destacou que o bloco está aumentando de maneira significativa suas compras de GNL dos EUA.
Ribera enfatizou a urgência de diversificar fornecedores e de investir em fontes próprias de energia, como energias renováveis e hidrogênio. Dados da Comissão Europeia indicam que, em 2025, os Estados Unidos representarão cerca de 58% do GNL importado pela UE, uma participação quatro vezes maior do que em 2021. Essa mudança no fornecimento energético levanta preocupações sobre os riscos de concentrar as importações em uma única nação.
O debate ocorre em meio à discussão sobre uma possível proibição total da importação de gás russo a partir de 2027, o que poderia consolidar os EUA como o principal fornecedor alternativo. Especialistas, como Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, alertaram para os perigos desse modelo de abastecimento, que pode levar a uma vulnerabilidade excessiva. A situação requer uma abordagem equilibrada para garantir a segurança energética da Europa.

