Em uma decisão significativa, os países da União Europeia aprovaram, no dia 9 de janeiro, o tão aguardado acordo comercial com o Mercosul, que representa 25 anos de negociações. O tratado, que ainda está sujeito à aprovação do Parlamento Europeu, tem o potencial de estabelecer a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo um mercado de 700 milhões de pessoas. A assinatura do acordo ocorrerá em 17 de janeiro em Assunção, capital do Paraguai, conforme anunciado pelo chanceler local.
O acordo visa facilitar o comércio entre os blocos, eliminando tarifas sobre mais de 90% de seus produtos. No entanto, a entrada de produtos agrícolas sul-americanos no mercado europeu levanta preocupações entre os agricultores da UE, que temem a competição desleal. Países como França e Polônia expressaram resistência ao pacto, enquanto nações como Espanha e Alemanha consideram que ele ampliará as oportunidades comerciais da Europa em um cenário de crescente competição global, especialmente com a China e os Estados Unidos.
As negociações incluíram concessões para mitigar a insatisfação do setor agropecuário europeu, com cláusulas que limitam as importações de produtos do Mercosul. Apesar das promessas de salvaguardas, protestos por parte de agricultores continuam em várias nações da UE, refletindo a tensão entre a busca por um comércio mais aberto e a proteção das indústrias locais. A ministra da Agricultura da França já sinalizou que a luta contra o acordo prosseguirá no Parlamento Europeu, onde seu futuro permanece incerto.

