Ufal recruta voluntários para pesquisa sobre sono e saúde mental no Brasil

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) está recrutando voluntários para uma pesquisa que examinará como os horários de trabalho impactam o sono e a saúde mental dos brasileiros. A estudante Fernanda Santos lidera o estudo, que se propõe a avaliar a relação entre o perfil circadiano, o jet lag social e a tomada de decisões em trabalhadores. A pesquisa, que é aberta a participantes de todo o Brasil, busca entender as variações no funcionamento cognitivo entre dias de trabalho e dias de folga.

Fernanda, graduada em enfermagem pela Ufal, explicou que a análise considerará diferentes escalas de trabalho, abrangendo regimes diurnos e noturnos com horários fixos. Os participantes devem ser trabalhadores com mais de 18 anos e vínculo empregatício formal, exceto aqueles que trabalham em turnos rotativos. A pesquisa visa identificar quais regimes laborais apresentam maior vulnerabilidade em relação às perturbações do relógio biológico e do sono, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores.

O professor Tiago Andrade, orientador do projeto, destacou a importância da pesquisa para a formulação de práticas e legislações que promovam a saúde do trabalhador. Ao identificar os regimes de trabalho mais prejudiciais, a pesquisa poderá contribuir para discussões sobre a preservação da saúde mental no ambiente de trabalho. Interessados em participar podem acessar um questionário online disponível para todos os trabalhadores no país.

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