UE considera reduzir impostos sobre fertilizantes para selar acordo com Mercosul

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

A Comissão Europeia anunciou, em 7 de janeiro de 2026, que está disposta a reduzir as taxas de importação sobre fertilizantes e a apoiar uma nova legislação que pode permitir a suspensão temporária da taxa de carbono nas fronteiras da UE. Essa medida visa conquistar o apoio de países como França e Itália, que têm se mostrado contrários ao acordo de livre comércio com o Mercosul. A expectativa é que a aprovação do pacto ocorra na próxima semana, caso a maioria dos 15 membros da União Europeia se manifeste a favor.

As concessões foram formuladas durante uma tentativa da Comissão, apoiada por nações como Alemanha e Espanha, de garantir o consentimento necessário para a assinatura do acordo, que há 25 anos é discutido. A proposta inclui a remoção das taxas padrão de 6,5% sobre a ureia e 5,5% sobre a amônia, além de oferecer 45 bilhões de euros em apoio aos agricultores da UE. Essa iniciativa busca aliviar as preocupações quanto ao influxo de produtos agrícolas do Mercosul, que poderiam impactar negativamente os agricultores europeus.

O futuro do acordo ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu, e a resistência de países como Polônia e Hungria permanece um desafio. A Irlanda, por outro lado, demonstrou disposição para apoiar o pacto, desde que salvaguardas contra possíveis aumentos de importação estejam em vigor. Assim, o desenrolar dessa situação poderá influenciar as relações comerciais da UE com a América do Sul, além de moldar o cenário agrícola europeu.

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