No dia 29 de janeiro, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia decidiram classificar o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã como uma ‘organização terrorista’. A designação ocorreu durante uma reunião em Bruxelas, em um contexto de crescente pressão dos países ocidentais sobre o regime iraniano, que enfrenta uma onda de protestos. A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, destacou a importância dessa decisão nas redes sociais.
A Guarda Revolucionária, conhecida como Pasdaran, é o braço ideológico das Forças Armadas do Irã e foi estabelecida para proteger o sistema político pós-Revolução Islâmica de 1979. A designação como ‘terrorista’ alinha o grupo a organizações como Al-Qaeda e o Estado Islâmico, embora a medida tenha um caráter predominantemente simbólico, já que muitos de seus membros enfrentavam sanções europeias anteriormente. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, ressaltou que o diálogo com o Irã ainda deve ser considerado, apesar da nova classificação.
A decisão da UE pode ter implicações significativas nas relações internacionais e na política do Irã, especialmente em relação aos direitos humanos e à repressão. Grupos de dissidentes afirmam que a repressão aos protestos resultou em um grande número de mortos, enquanto autoridades iranianas admitem apenas uma fração desse total. Com a designação, a União Europeia também impôs sanções a indivíduos envolvidos na violência contra manifestantes, incluindo altos funcionários do governo iraniano.

