A União Europeia (UE) intensificou a assinatura de acordos comerciais e busca aumentar sua autonomia estratégica em resposta às tensões com os Estados Unidos e à influência crescente da China. Recentemente, foram firmados pactos com países como Índia, Indonésia e Mercosul, refletindo um esforço para diversificar as relações comerciais e reduzir dependências externas.
A UE, por meio de novas negociações, está se afastando de uma dependência excessiva, especialmente em defesa e energia. O presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, enfatizou a necessidade de uma União Europeia mais autônoma, em um contexto global instável e marcado pela ascensão da China. O acordo de livre comércio assinado em Nova Deli com a Índia, por exemplo, promete reduzir tarifas e fortalecer laços estratégicos entre as partes.
Os líderes europeus reconhecem a necessidade de aumentar os gastos com defesa, destinando uma quantia significativa a sistemas antimísseis e cibersegurança, especialmente com a possibilidade de uma nova administração Trump nos EUA. Além disso, a UE busca diversificar suas fontes de energia, alertando contra a possibilidade de substituir uma dependência por outra, especialmente em relação à Rússia e aos EUA. Essa busca por autonomia estratégica poderá moldar o futuro do bloco europeu em um cenário geopolítico em constante mudança.

