A servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, é alvo de investigação da Polícia Federal, sendo suspeita de desvio na destinação de emendas parlamentares. Próxima a líderes como Arthur Lira e Hugo Motta, Tuca ocupava um papel influente na gestão de recursos orçamentários, sendo vista como uma chefe de Poder nas reuniões da Esplanada. Sua atuação gerou preocupações sobre o uso inadequado de verbas públicas e levou à sua remoção do cargo em dezembro do ano passado.
A investigação aponta que Tuca teria enviado emendas sem critérios técnicos adequados, o que provocou um clima de apreensão entre os deputados. Os parlamentares defendem que Tuca sempre atuou sob delegação, executando ordens de superiores, e consideram a operação uma tentativa de deslegitimar o trabalho da Câmara. O caso destaca a complexidade da relação entre o Executivo e o Legislativo, especialmente em tempos de mudança nas práticas orçamentárias.
Os desdobramentos da investigação podem impactar a reputação de Tuca e a confiança nas emendas parlamentares. Os deputados buscam o retorno da servidora ao cargo e a restauração de sua imagem, argumentando que sua função era técnica e que não houve irregularidades em suas ações. O caso levanta questões sobre a transparência na gestão de recursos públicos e a necessidade de revisões nas práticas de destinação de emendas legislativas.

