O ex-presidente Donald Trump levantou a polêmica de cancelar as eleições de 2026 durante um discurso a republicanos da Câmara, gerando alarmes sobre sua postura em relação à democracia americana. Apesar de tentar minimizar a declaração como uma crítica aos democratas, muitos analistas percebem o risco de suas palavras como uma tentativa de limitar ameaças ao seu poder. Estas declarações ocorrem em um contexto de crescente descontentamento com sua popularidade, que permanece em torno de 40% segundo as pesquisas.
Durante sua fala, Trump expressou frustração com seus índices de aprovação e discutiu a possibilidade de um terceiro mandato, desafiando limites constitucionais. Ele insinuou que, caso os republicanos não conquistassem as eleições de meio de mandato, enfrentaria um novo impeachment. Históricos de suas falas anteriores indicam uma tendência a questionar a legitimidade das eleições, o que preocupa defensores dos direitos de voto e democratas em geral.
As implicações das declarações de Trump são significativas, especialmente considerando a falta de base legal para cancelar eleições nos EUA. A legislação federal estabelece que apenas o Congresso pode determinar o calendário eleitoral, e a administração das eleições cabe aos estados. A repetição de tais comentários por Trump alimenta um clima de incerteza e tensão política, refletindo a necessidade urgente de um diálogo mais construtivo sobre a integridade do processo eleitoral.

