Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um orçamento militar de US$ 1,5 trilhão para o ano de 2027, um aumento significativo em relação aos US$ 901 bilhões aprovados para 2026. Trump justificou essa decisão em uma publicação no Truth Social, destacando que a medida foi resultado de longas negociações com membros do Congresso e outras autoridades, em um momento considerado como conturbado e perigoso.
Esse aumento no orçamento militar exigirá a aprovação do Congresso, o que pode ser desafiador, embora os republicanos, que têm maioria nas duas casas, tendam a apoiar as propostas de Trump. A Casa Branca também está lidando com questões internacionais, como a recente captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e discussões sobre a aquisição da Groenlândia. Tais circunstâncias podem influenciar a percepção pública e o debate legislativo sobre os gastos militares.
Analistas financeiros e especialistas em orçamento expressaram ceticismo quanto à capacidade de sustentar esse aumento sem consequências econômicas sérias. O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estimou que o plano pode custar até US$ 5 trilhões até 2035, elevando significativamente a dívida nacional. A proposta gera preocupações sobre a alocação eficaz de recursos no setor de defesa e o impacto nas finanças do país.

