Trump reitera interesse na compra da Groenlândia, mas enfrenta resistência

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou novamente seu desejo de adquirir a Groenlândia, um território dinamarquês rico em recursos minerais. Apesar do entusiasmo, tanto a Groenlândia quanto a Dinamarca já rejeitaram formalmente a proposta, afirmando que a ilha “não está à venda”. As tensões entre os EUA e a Europa foram acentuadas por essa busca, que remete a práticas do século XIX e ignora as normas atuais de autodeterminação.

Desde o início de seu mandato, Trump tem utilizado exemplos históricos, como a compra da Louisiana e do Alasca, para justificar sua ambição. Contudo, a realidade geopolítica mudou significativamente, e agora é necessário o consentimento dos povos envolvidos para qualquer transação desse tipo. Especialistas destacam que, além da resistência dinamarquesa, as normas internacionais estabelecidas pela Carta da ONU complicam a proposta de aquisição.

Com a Groenlândia, os Estados Unidos enfrentam um paradoxo: o interesse por seus recursos naturais versus a soberania e os direitos de autodeterminação de seu povo. A proposta de Trump, que já encontrou resistência no passado, pode ter repercussões nas relações diplomáticas com a Europa e afetar tanto a política interna quanto externa americana. O futuro da Groenlândia e o desdobramento dessa situação permanecem incertos, à medida que as negociações prosseguem.

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