Trump redefine comércio EUA-América Latina com novas tarifas e protecionismo

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Um ano após assumir seu segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma nova política comercial que visa a América Latina, intensificando tarifas sobre importações da região. Em um discurso, Trump afirmou que essa estratégia busca beneficiar os cidadãos americanos, refletindo uma postura protecionista que se assemelha à Doutrina Monroe, estabelecida em 1823. Com tarifas iniciando em 10% para produtos latino-americanos, a medida provocou reações de governos e empresários, que buscam isenções e temem consequências econômicas adversas.

O impacto dessa nova abordagem já está sendo sentido na América Latina, onde países como Brasil, México e Panamá enfrentam dificuldades comerciais. Economistas apontam que, em vez de fortalecer os laços com os EUA, as tarifas de Trump podem impulsionar uma aproximação maior com a China e a União Europeia. Além disso, a incerteza gerada pela política comercial americana tem levado a um cenário de tensão e fricções nas relações regionais, exacerbando a instabilidade econômica.

Com a possibilidade de uma recessão nos EUA e o debate sobre as novas regras do comércio global, especialistas questionam a viabilidade de uma desglobalização sob a liderança de Trump. A estratégia comercial do presidente pode estar mudando não apenas a dinâmica econômica na América Latina, mas também influenciando o equilíbrio geopolítico da região. As consequências dessas ações ainda permanecem incertas, mas o impacto sobre as relações comerciais e políticas será objeto de análise nos próximos anos.

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