Trump reacende interesse dos EUA pela Groenlândia após século de tentativas

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

A retórica do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia, mencionando a possibilidade de controle americano sobre a ilha, reacende um interesse que remonta a mais de um século. Com uma área de 2,1 milhões de km², a Groenlândia ocupa uma posição geoestratégica no Ártico, sendo vista como essencial para monitorar movimentações navais entre a América do Norte e a Europa, especialmente em tempos de crescente rivalidade com a Rússia e a China.

Historicamente, os EUA já tentaram expandir sua presença na Groenlândia, desde a proposta de compra no pós-Segunda Guerra até negociações anteriores que nunca se concretizaram. A ilha não apenas abriga importantes bases militares, como também está repleta de recursos naturais estratégicos, como petróleo e minerais raros, que aumentam sua atratividade no cenário global contemporâneo. A intensificação da retórica americana, agora, provoca reações adversas de líderes europeus, que temem pela estabilidade regional.

O interesse renovado dos EUA pela Groenlândia, especialmente sob um governo mais agressivo, levanta questões sobre as futuras relações diplomáticas na região. A pressão para a cooperação militar e a gestão dos recursos da ilha coloca a Groenlândia no centro de um debate geopolítico que pode ter consequências significativas para a segurança e a diplomacia no Ártico e além. A crescente competição por influência e recursos na região poderá acelerar as tensões entre potências globais.

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