O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último sábado (3) sua intenção de intervir na indústria petrolífera da Venezuela, que, apesar de possuir as maiores reservas do mundo, atualmente produz apenas 1% da oferta global de petróleo. Trump destacou que a entrada de grandes empresas petrolíferas americanas poderia reverter a situação, restaurando a infraestrutura danificada e gerando receita para o país.
A Venezuela, que possui mais de 300 bilhões de barris em reservas, enfrenta uma grave crise em sua produção, que caiu de mais de 2 milhões de barris por dia na década de 2010 para cerca de 1 milhão atualmente. A estatal PDVSA enfrenta desafios como falta de capital, infraestrutura deteriorada e sanções internacionais, dificultando a recuperação do setor. Analistas afirmam que, embora a intervenção americana possa oferecer uma solução, os custos associados podem ser exorbitantes, estimando-se que seria necessário um investimento de cerca de US$ 10 bilhões para aumentar a produção em meio milhão de barris por dia.
A Chevron, única grande empresa ocidental ainda ativa na Venezuela, tem expressado sua disposição em cooperar com o governo dos EUA. No entanto, qualquer avanço dependerá de condições políticas estáveis e de um planejamento cuidadoso para evitar complicações. A proposta de Trump reflete uma tentativa de transformar a economia venezuelana, mas os desafios logísticos e financeiros sugerem que o caminho para a recuperação será longo e complicado.

