O presidente Donald Trump intensificou sua pressão sobre o Federal Reserve, liderado por Jerome Powell, em busca de cortes mais significativos nas taxas de juros em 2026. A tensão entre eles se agrava com uma investigação criminal que questiona as declarações de Powell ao Senado, o que pode impactar a condução da política monetária americana. A situação é delicada, especialmente com o fechamento temporário de agências governamentais, que impede a divulgação de dados econômicos relevantes.
Desde o ano passado, Trump tem solicitado cortes nas taxas de juros para estimular a economia, mas os dirigentes do Fed permanecem cautelosos, preocupados com os riscos de inflação. Atualmente, os juros estão entre 3,5% e 3,75%, e as expectativas de novos cortes dependem do desempenho econômico. Com o mandato de Powell se encerrando em maio, a escolha de seu sucessor alinhado às demandas de Trump pode influenciar a política monetária futura.
A pressão política sobre o Fed pode afetar a credibilidade da instituição e, consequentemente, as expectativas do mercado, resultando em juros futuros mais altos. Especialistas alertam que essa incerteza pode desviar investimentos para ativos mais seguros, como o ouro, e drenar liquidez dos mercados emergentes, incluindo o Brasil. Assim, a situação exige monitoramento cuidadoso dos desdobramentos políticos e econômicos nos próximos meses.

