O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou planos para controlar a receita de até US$ 2 bilhões em petróleo da Venezuela, afirmando que a medida beneficiará tanto os norte-americanos quanto os venezuelanos. O anúncio, feito em 7 de janeiro de 2026, provocou reações imediatas da China, que acusou os EUA de intimidação ao desviar suprimentos que tradicionalmente eram exportados para Pequim.
A estratégia de Trump é parte de um esforço mais amplo para desestabilizar o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O presidente norte-americano pretende refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que estão sob bloqueio, buscando revitalizar o setor petrolífero do país. A ação, no entanto, gerou críticas por violar a soberania da Venezuela e acirrou as tensões entre Washington e Pequim, que dependia do petróleo venezuelano para suas importações.
As implicações dessa manobra são significativas, pois a China pode buscar alternativas, como o Irã e a Rússia, para suprir suas necessidades energéticas. A medida também levanta questões sobre o futuro da política externa dos EUA na América Latina, especialmente em relação a intervenções que visam derrubar líderes estrangeiros. Com o aumento da pressão sobre Maduro, a oposição venezuelana observa de perto os desdobramentos, enquanto a comunidade internacional debate as consequências dessa política agressiva dos EUA.

