Na última sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação do ‘Conselho da Paz’ para a Faixa de Gaza, com a nomeação de Marco Rubio e Tony Blair como membros fundadores. O conselho também incluirá outros integrantes importantes, como Steve Witkoff e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. A formação do órgão surge em um contexto de um cessar-fogo em vigor desde outubro do ano anterior, que visava a desmilitarização do Hamas e a reconstrução da região.
O Conselho da Paz será responsável por discutir questões cruciais, como a melhoria da governança e a atração de investimentos para Gaza. O plano inclui a criação de uma nova estrutura governamental que busca implementar altos padrões internacionais de administração. A participação de Tony Blair, no entanto, é vista como polêmica, dada sua histórica ligação com a invasão do Iraque, o que levanta questionamentos sobre a eficácia de sua liderança nesse novo papel.
Com a instabilidade persistente em Gaza e as tensões entre Israel e Hamas, a função do conselho será vital para estabelecer um caminho seguro para a reconstrução. A supervisão do órgão será feita em colaboração com um comitê tecnocrático palestino, enquanto o impacto humanitário na região permanece crítico, com muitos habitantes ainda enfrentando condições devastadoras. A abordagem dos Estados Unidos, portanto, será monitorada de perto, considerando os desafios significativos que ainda existem na implementação de um plano de paz duradouro.

