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Trump justifica captura de Maduro em reunião secreta no Congresso

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Na última segunda-feira, integrantes do governo Trump se reuniram em caráter reservado com membros do Congresso para esclarecer a operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O encontro ocorreu apenas dois dias após a ação, que foi criticada por sua execução sem notificação prévia aos parlamentares e levantou dúvidas sobre sua legalidade, especialmente em relação às decisões do Executivo.

Durante a reunião, que incluiu líderes de ambos os partidos e membros da Comissão de Inteligência, Defesa e Relações Exteriores, o governo defendeu que a operação tinha natureza policial, visando a prisão de Maduro por acusações de narcotráfico. Contudo, essa justificativa é contestada por especialistas e opositores, que argumentam que a ação viola normas estabelecidas para operações encobertas. A situação gerou desconforto até entre aliados de Trump, refletindo um crescente questionamento sobre o uso de força militar sem autorização do Congresso.

A ofensiva contra Maduro representa um precedente delicado na política externa dos EUA, pois pode permitir futuras intervenções militares sob o pretexto de ações policiais. Além disso, a forma como a Casa Branca lidará com o Congresso a partir desse episódio poderá impactar a credibilidade internacional dos Estados Unidos e o equilíbrio de poderes no país. Com a crescente tensão nas relações com a Venezuela, a resposta da administração Trump será monitorada de perto por analistas e políticos.

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