O presidente Donald Trump fez referência à Doutrina Monroe ao justificar a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, um ato que reacende debates sobre as intervenções dos Estados Unidos na América Latina. A Doutrina, que há 200 anos visa evitar a interferência europeia na região, tem sido um pilar da política externa americana, frequentemente utilizada para legitimar ações militares e políticas na América Latina.
Desde sua formulação por James Monroe, a doutrina tem sido invocada por diversos presidentes dos EUA em contextos variados. Trump, ao afirmar que a Venezuela estaria acolhendo adversários estrangeiros e ameaçando os interesses americanos, sugere uma aplicação contemporânea da doutrina que visa reafirmar a influência dos EUA no Hemisfério Ocidental. Especialistas alertam que essa abordagem pode provocar divisões internas entre os apoiadores do movimento “Make America Great Again”, especialmente diante de um possível envolvimento prolongado na Venezuela.
As implicações da ação de Trump podem ser significativas, não apenas para a política externa dos EUA, mas também para as relações com países da América Latina. A análise crítica indica que o uso da Doutrina Monroe por Trump segue um padrão histórico de intervenções que defendem interesses estratégicos em detrimento da soberania nacional. O futuro da política americana na região pode ser moldado por essa estratégia, levando a novos desdobramentos nas relações internacionais.

