Trump invoca Doutrina Monroe para justificar ação contra Maduro

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O ex-presidente Donald Trump fez referência à Doutrina Monroe para justificar a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, destacando a relevância desse princípio na política externa dos Estados Unidos ao longo de dois séculos. Formulada pelo presidente James Monroe em 1823, a doutrina tinha como objetivo impedir a interferência europeia no Hemisfério Ocidental e tem sido usada por sucessivos presidentes para legitimar intervenções na América Latina.

A invocação da Doutrina Monroe por Trump ocorre em um contexto de crescente tensão na Venezuela, onde o governo de Maduro enfrenta acusações de corrupção e repressão. Historicamente, a Venezuela tem sido um ponto focal para ações americanas na região, e a atual retórica de Trump sugere uma continuidade dessa abordagem intervencionista. Especialistas analisam que essa estratégia pode afetar a estabilidade política e social do país, além de complicar as relações diplomáticas dos EUA com outras nações latino-americanas.

Os desdobramentos dessa situação podem ser significativos, especialmente considerando que a operação para capturar Maduro pode gerar divisões entre os apoiadores de Trump e reações adversas em relação ao intervencionismo. A aplicação da Doutrina Monroe nos dias atuais levanta questionamentos sobre a legitimidade das ações dos EUA e o impacto na democracia de países da região, refletindo um padrão histórico de intervenções que frequentemente priorizam interesses estratégicos sobre a autodeterminação local.

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