Durante uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, o presidente Donald Trump apresentou o conceito de ‘Donroe Doctrine’, referindo-se a sua recente operação para depor o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Ele alega que o governo de Maduro representa uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, justificando a intervenção como uma continuação da Doutrina Monroe, que visa impedir a influência europeia na América Latina.
A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823, foi um marco na política externa dos EUA e tem sido utilizada por várias administrações para legitimar intervenções na América Latina. A declaração de Trump e o apoio do Departamento de Estado refletem uma mudança em direção a uma postura mais assertiva, com o foco em manter a influência dos EUA na região e garantir que adversários não se estabeleçam nas proximidades.
Com a nova ‘Donroe Doctrine’, a administração Trump parece adotar uma abordagem mais militarista e intervencionista, o que pode levar a um aumento das tensões nas relações internacionais. O governo já sinalizou que novas ações podem ser tomadas contra outros países da região, ampliando a estratégia de contenção e controle sobre as dinâmicas políticas na América Latina.

