Na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 25% sobre países que realizarem negócios com o Irã, incluindo a China, seu maior parceiro comercial. A medida, que tem efeito imediato, pretende pressionar Teerã em meio a uma onda de protestos e repressão interna, mas pode ter repercussões significativas nas relações comerciais entre os EUA e a China.
O Irã, sob sanções internacionais, depende fortemente do comércio de petróleo com a China, que representa 80% de suas exportações. A nova tarifa pode aumentar os custos das exportações chinesas para os EUA, desestabilizando a frágil trégua comercial acordada em outubro. Além disso, a imposição dessas tarifas pode desencadear uma retaliação da China, que já acusou os EUA de aplicar sanções unilaterais ilícitas.
Analistas alertam que a medida pode desorganizar cadeias globais de suprimentos e impactar o mercado de petróleo, com os preços já apresentando aumento. Existe uma preocupação crescente de que a nova tarifa, ao isolar ainda mais o Irã, possa também prejudicar as relações comerciais dos EUA com a China, que possui considerável poder de barganha e controle sobre recursos essenciais para a indústria americana.

