O presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou em 20 de maio de 2025 o ‘Domo de Ouro’, um sistema de defesa antimísseis destinado a proteger o país de possíveis ataques. O projeto ambicioso, que terá um custo estimado em US$ 175 bilhões e está programado para ser concluído até 2028, envolve a construção de uma rede de satélites, radares e interceptores. A iniciativa foi anunciada durante uma coletiva na Casa Branca e enfatiza a relevância estratégica da Groenlândia para os interesses militares americanos.
O ‘Domo de Ouro’ será composto por quatro camadas de defesa, incluindo uma camada espacial voltada para o rastreamento de mísseis e outras três terrestres, que usarão interceptores e potencialmente lasers. A localização da Groenlândia é considerada crucial, pois permite monitorar rotas aéreas estratégicas entre os EUA e a Rússia, além de abrigar recursos naturais valiosos. Desde o anúncio, diversas potências, como Rússia e China, expressaram preocupações sobre a escalada militar que o projeto pode causar na região.
A reação internacional ao ‘Domo de Ouro’ tem sido mista, com críticas severas de países como a Rússia, que classifica a iniciativa como uma doutrina perigosa, e a Coreia do Norte, que vê o projeto como um fator de tensão nuclear. Em contrapartida, nações como Canadá e Japão manifestaram interesse em colaborar com o sistema. A crescente militarização da Groenlândia e a presença militar americana na região levantam questões sobre a dinâmica de segurança no Ártico e as possíveis repercussões para as relações internacionais.

