O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reitera sua intenção de intervir militarmente na Venezuela, onde Nicolás Maduro governa desde 2013. Em declarações feitas durante seu primeiro mandato, Trump sugeriu, em 2017, a possibilidade de uma ação militar, afirmando ter ‘muitas opções’ em relação ao país. A recente invasão militar, que resultou na prisão de Maduro, foi justificada pela Casa Branca como parte de uma luta contra o narcoterrorismo, embora a legitimidade dessa ação tenha sido questionada por especialistas e pela mídia internacional.
O controle do petróleo venezuelano, que possui as maiores reservas do mundo, é um ponto central na estratégia americana. Desde a invasão, emissários dos EUA impuseram exigências ao governo venezuelano, buscando garantir o fornecimento exclusivo de petróleo e limitar sua exportação a países como China e Rússia. Especialistas em geopolítica afirmam que essa abordagem não só visa o controle dos recursos naturais, mas também enfraquecer a influência da China na região, intensificando as tensões entre as potências globais.
A invasão dos Estados Unidos à Venezuela levanta questões sobre a legitimidade da intervenção e os possíveis desdobramentos para a América Latina. Enquanto Trump tenta consolidar sua influência na região, a manutenção de Maduro, através de sua vice-presidente Delcy Rodríguez, demonstra uma estratégia de controle em vez de uma transição democrática. Essa situação poderá criar precedentes perigosos para futuras intervenções americanas e complicar ainda mais as relações entre os Estados Unidos e outras potências mundiais, como a China e a Rússia.

