O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os aliados da OTAN, afirmando que as tropas de outros países ‘ficaram um pouco afastadas das linhas de frente’ durante a operação no Afeganistão. As declarações foram feitas em uma entrevista ao canal Fox News, onde Trump expressou dúvidas sobre a disposição da OTAN em defender os Estados Unidos. Essa posição reflete seu ceticismo recorrente em relação à aliança militar e suas obrigações coletivas.
Historicamente, a OTAN invocou sua cláusula de defesa mútua apenas uma vez, após os ataques terroristas de 11 de setembro, quando países membros enviaram milhares de soldados para o Afeganistão. A crítica de Trump surge em um contexto de crescente desconfiança nas relações transatlânticas, onde líderes europeus também expressaram preocupações sobre o comprometimento dos EUA com a segurança coletiva. Essa situação destaca a tensão entre a expectativa de apoio mútuo e as percepções de cada nação sobre a responsabilidade compartilhada.
As declarações de Trump podem ter implicações significativas para a segurança global, especialmente em um momento em que a aliança enfrenta novos desafios geopolíticos, como a crescente assertividade da Rússia e a instabilidade no Oriente Médio. O futuro da OTAN e seu papel na defesa mútua poderão ser questionados, dependendo de como a administração atual e futuras lideranças dos EUA abordem essas questões. As reações dos aliados e as estratégias para fortalecer a coesão entre os membros da OTAN se tornam ainda mais cruciais nessa conjuntura.

