No dia 17 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a formação do Conselho de Paz para Gaza, que contará com a participação de líderes de diversos países, incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além de representantes do Brasil, Canadá e Turquia. O objetivo do conselho é supervisionar a transição de poder no território palestino e apoiar um plano que visa a paz duradoura entre palestinos e israelenses, incluindo o desarmamento do Hamas.
A nova estrutura deverá monitorar um comitê palestino de tecnocratas que assumirá a governança de Gaza e atuará sob a supervisão do conselho executivo nomeado por Trump. A Casa Branca afirma que o conselho abordará temas como governança, reconstrução e atração de investimentos, embora a composição final do painel ainda não tenha sido divulgada. A participação do Brasil, através do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi mencionada, mas ainda não houve confirmação oficial do governo brasileiro.
A proposta, no entanto, gerou controvérsia, especialmente por parte de Israel, que se opõe à forma como o conselho foi constituído, alegando que não houve coordenação prévia. A rejeição de Israel reflete tensões existentes na região e destaca a complexidade das relações entre os países envolvidos. Enquanto isso, a crítica à participação de figuras como Tony Blair sugere que muitos veem a criação desse conselho como uma nova forma de intervenção em um território já marcado por conflitos históricos.

