Trump cria Conselho de Paz e desafia a ONU em nova iniciativa global

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Sob a liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi anunciado o Conselho de Paz, que visa garantir a estabilidade em conflitos globais, superando a atuação da ONU. A iniciativa foi formalizada em uma carta publicada pelo jornal israelense Times of Israel, que não menciona explicitamente a Faixa de Gaza, embora originalmente tenha sido concebida para supervisionar a paz na região. Trump se autoconcedeu o cargo de presidente vitalício do conselho, o que gera preocupações sobre a concentração de poder e a sua relação com as normas internacionais.

O Conselho de Paz tem o objetivo de promover governança e estabilidade em áreas afetadas por conflitos, mas sua criação levanta questões sobre a concorrência com a ONU. A estrutura do conselho permite que Trump convide estados para a adesão, os quais devem contribuir financeiramente para obter um assento permanente. Essa abordagem, que prioriza a contribuição econômica, pode limitar a participação de países que não podem arcar com tais custos, além de gerar desconfiança em relação à capacidade do conselho de operar de maneira eficaz e legítima.

Especialistas em direito internacional já apontaram que a criação do Conselho de Paz pode ser vista como um desafio direto à ONU, a qual foi estabelecida há décadas para promover a paz mundial. Enquanto alguns países já aceitaram os convites para se juntar ao conselho, a resistência de outros, como Canadá e França, sugere que a aceitação da nova estrutura pode não ser universal. O futuro do conselho e sua real capacidade de impactar a dinâmica global de paz e segurança permanece incerto, dependendo da adesão e da força política de seus membros.

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