Após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump expressou sua intenção de reabrir a Venezuela para as companhias petrolíferas americanas. Essa iniciativa visa explorar as enormes reservas de petróleo bruto do país, que possui a maior quantidade de reservas comprovadas do mundo, totalizando 303,221 bilhões de barris. Essa mudança representaria um grande impacto na produção petrolífera venezuelana, que atualmente enfrenta sérios desafios.
As sanções impostas pelos EUA nos últimos anos reduziram drasticamente a produção de petróleo do país, que caiu para cerca de 350 mil barris por dia, em comparação com os 3,5 milhões produzidos no auge do governo de Hugo Chávez. Apesar das enormes reservas, a Venezuela sofre com a falta de investimentos e infraestrutura, o que dificulta a exploração efetiva de seus recursos. O analista Peter McNally observa que a negligência e a corrupção contribuíram para essa situação crítica.
A intenção de Trump de reabrir o mercado petrolífero pode ter profundas implicações geopolíticas, especialmente em relação à influência da China na região. No entanto, especialistas alertam que a recuperação da produção exigirá investimentos substanciais e que as grandes companhias petrolíferas americanas podem hesitar em retornar à Venezuela devido às incertezas políticas e econômicas. A instabilidade da situação pode afetar também os preços globais do petróleo, embora analistas acreditem que o impacto será limitado.

