Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 20 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou seu desejo de envolver a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, na transição política do país, que se intensificou após a queda de Nicolás Maduro. Trump elogiou Machado, referindo-se a ela como uma mulher gentil que realizou um trabalho notável. Essa declaração marca uma mudança significativa na postura do presidente americano em relação à política venezuelana, especialmente após receber a medalha do Nobel da Paz das mãos da opositora.
A inclusão de Machado nos planos de transição é um reflexo das novas relações que Trump está cultivando com a Venezuela, especialmente com Delcy Rodríguez, a atual presidente interina. Rodríguez, que já havia estabelecido acordos energéticos com os Estados Unidos, prometeu libertar presos políticos e está buscando estabilizar a economia do país. No entanto, a libertação dos detidos tem avançado lentamente, com familiares denunciando casos de desaparecimento forçado, o que levanta preocupações sobre o compromisso real do novo governo interino com os direitos humanos.
As declarações de Trump e a possibilidade de uma colaboração com Machado podem ter implicações significativas para a política da Venezuela e a dinâmica regional. A OEA, que se mostrou dividida sobre a crise venezuelana, também está atenta a esses desenvolvimentos. A situação continua a evoluir, e o futuro político da Venezuela dependerá das ações dos líderes envolvidos e da resposta da comunidade internacional a esses novos desdobramentos.

