Trump busca desescalar tensões em Minneapolis após mortes de cidadãos

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou, nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, sua disposição para ‘reduzir um pouco a escalada’ da situação em Minneapolis, que enfrenta tensões após a morte de dois cidadãos em ações de agentes federais. Trump qualificou como ‘muito triste’ a morte do ativista Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, e descartou a demissão da secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, alvo de críticas por sua atuação. Ele afirmou que Noem ‘está fazendo um trabalho muito bom’ e não será substituída, apesar das controvérsias em torno de sua gestão.

As operações contra a imigração em Minneapolis têm gerado protestos e um clima de medo na comunidade. O prefeito Jacob Frey reiterou a necessidade de que as ações contra a imigração ilegal cessem o mais rápido possível, afirmando que a cidade não aplicará as leis federais de imigração. Enquanto isso, ativistas e organizações de defesa dos direitos dos migrantes denunciam detenções de pessoas sem antecedentes criminais, aumentando a pressão sobre o governo federal e complicando as políticas de imigração do presidente Trump.

A situação em Minneapolis e a resposta do governo federal podem ter desdobramentos significativos na política migratória dos Estados Unidos. Com os democratas no Congresso exigindo o fim das operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), o risco de um fechamento parcial do governo aumenta, similar ao que ocorreu no final de 2025. Além disso, a investigação em torno das mortes continua, com a expectativa de que imagens de câmeras corporais sejam divulgadas, influenciando ainda mais o debate público sobre segurança e direitos civis.

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