O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última sexta-feira um decreto que visa proteger ativos venezuelanos, incluindo receitas do petróleo, que estão sob a custódia do governo americano. A medida foi anunciada após uma reunião com altos executivos do setor de petróleo, onde Trump enfatizou a necessidade de investimentos na Venezuela, país que possui cerca de um quinto das reservas de petróleo do mundo.
A Casa Branca esclareceu que o decreto tem como objetivo evitar o confisco dessas receitas, o que poderia comprometer a estabilidade econômica e política da Venezuela. A ExxonMobil e a ConocoPhillips, que se retiraram do país em 2007, expressaram ceticismo quanto a novos investimentos, a menos que haja reformas significativas no sistema jurídico e comercial. Atualmente, a Chevron é a única empresa americana autorizada a operar na Venezuela, o que destaca a complexidade da situação do setor petrolífero no país.
Essa ação do governo dos EUA ocorre em um contexto de tensões elevadas, especialmente após uma recente operação que visava capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa. Além de tentar estabilizar a economia venezuelana, a administração Trump busca reforçar sua influência na região, o que pode ter desdobramentos significativos nas relações entre os dois países e no futuro do setor energético na Venezuela.

