Em uma declaração contundente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã após a morte de manifestantes em protestos ocorridos em 2 de janeiro de 2026. Ele afirmou que as forças americanas estão ‘carregadas e prontas para partir’ se as autoridades iranianas dispararem contra os protestantes, refletindo a crescente tensão no país, que enfrenta a maior agitação interna em anos.
Os protestos, que começaram como uma reação ao aumento da inflação, resultaram em confrontos mortais principalmente nas províncias de Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari. Com a morte de pelo menos seis pessoas, incluindo um membro de uma milícia, as autoridades iranianas intensificaram suas ameaças, prometendo enfrentar qualquer manifestação de forma ‘decisiva e sem clemência’. Essa resposta repressiva acontece em um contexto de crescente insatisfação com a economia do país.
As consequências dessas tensões podem se estender além das fronteiras iranianas, com autoridades locais advertindo que a interferência dos EUA pode desestabilizar toda a região. A combinação de pressão interna e externa sobre o Irã levanta questões sobre a capacidade das autoridades de manter a ordem, especialmente após os protestos de 2022, que resultaram em centenas de mortes e violência generalizada. A situação continua a ser monitorada de perto por analistas e líderes globais.

