O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (19) que o mundo não estará seguro a menos que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia, um território autônomo dinamarquês. Essa declaração provocou uma forte reação de líderes groenlandeses e de países europeus, que categoricamente rejeitaram a proposta. Trump justificou sua posição, alegando a necessidade de evitar a hegemonia da Rússia e da China na região do Ártico.
Líderes europeus, incluindo o vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, destacaram que estão preparando respostas às ameaças tarifárias de Trump, que impactaram negativamente os mercados de ações na Europa. A cúpula extraordinária da União Europeia, agendada para esta quinta-feira em Bruxelas, buscará abordar tanto a situação da Groenlândia quanto as tensões comerciais com os Estados Unidos. A resposta europeia pode incluir a suspensão de acordos tarifários e a imposição de tarifas sobre produtos americanos.
As declarações de Trump acenderam um alerta mundial sobre a segurança no Ártico, levando a Dinamarca e à Groenlândia a fortalecerem sua presença militar na região. A pressão tarifária, segundo o primeiro-ministro da Groenlândia, não mudará a oposição à proposta de Trump. As próximas semanas serão cruciais para determinar as consequências dessas tensões e como as potências globais responderão ao desafio da segurança no Ártico.

