Na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, tropas militares de vários países europeus, como França e Alemanha, foram enviadas à Groenlândia em meio às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar o território. Apesar de ter um governo autônomo, a Groenlândia permanece sob a soberania da Dinamarca e está protegida pela Otan, o que torna essa movimentação militar significativa no contexto geopolítico atual.
Trump afirmou que a Groenlândia é “vital” para os interesses estratégicos dos EUA, uma posição que não é nova. Durante seu primeiro mandato, o presidente já havia considerado a possibilidade de aquisição da ilha, algo sugerido por Ronald Lauder, um bilionário de longa data associado a Trump. Lauder, herdeiro do império cosmético Estée Lauder, tem explorado a influência americana na Groenlândia, especialmente em função dos recursos estratégicos presentes na região.
As implicações dessa situação são profundas, uma vez que a Groenlândia abriga uma riqueza de elementos raros e novas rotas marítimas estão surgindo devido ao derretimento do gelo. A presença militar europeia pode ser um sinal de resistência a ações unilaterais dos EUA na região, refletindo a complexidade das relações internacionais e a crescente importância do Ártico no cenário global contemporâneo.

