Um tribunal federal decidiu bloquear a tentativa do ex-presidente Donald Trump de remover Lisa Cook do conselho do Federal Reserve (Fed), onde ela continua a participar das deliberações sobre a definição de taxas de juros. Essa ação é significativa, pois representa a primeira vez na história dos Estados Unidos que um presidente tentou demitir um governador do Fed que já estava em exercício. Cook, nomeada por Joe Biden em 2022, se destacou como a primeira mulher de cor a assumir um cargo no conselho.
A nomeação de Cook e sua subsequente tentativa de remoção levantaram questões sobre a autonomia do Fed e a interferência política em suas operações. A decisão do tribunal assegura que ela continuará em seu papel, que se estende até 2038, uma vez que os governadores do Fed servem por um período de 14 anos. A situação destaca as tensões entre o executivo e as instituições independentes, como o Fed, que desempenham um papel crucial na economia americana.
A manutenção de Cook no conselho pode ter implicações significativas para a política monetária dos EUA, especialmente em tempos de incerteza econômica. Sua presença como a primeira mulher de cor no Fed também promove a diversidade em um órgão tradicionalmente dominado por homens brancos. Com a continuidade de sua atuação, muitos observadores estarão atentos aos desdobramentos que essa situação pode provocar na relação entre o governo e a autoridade monetária do país.

