Um tribunal na Espanha decidiu que um grupo de freiras excomungadas deve desocupar um convento, negando um recurso apresentado por elas. As nove integrantes da Ordem de Santa Clara se separaram do Vaticano em maio de 2024, em meio a uma controvérsia que envolve questões de propriedade e divergências doutrinárias. A decisão foi anunciada pela Arquidiocese de Burgos nesta sexta-feira (30).
As freiras resistem à ordem de desocupação, alegando que o convento é propriedade delas. No entanto, a Arquidiocese afirma que, segundo o Direito Canônico, a propriedade do local pertence à pessoa jurídica do Mosteiro, e não às religiosas individualmente. A situação se agravou após um tribunal superior reafirmar a decisão, que já havia sido determinada no ano anterior.
Além do conflito de propriedade, as freiras foram acusadas de se unirem a uma seita ligada ao sedevacanismo, que rejeita a legitimidade dos papas desde Pio XII. A resolução deste caso pode ter implicações mais amplas para a Igreja Católica na Espanha, especialmente em questões de controle e propriedade de bens eclesiásticos.

