No último domingo, uma colisão entre dois trens no sul da Espanha resultou na morte de 45 pessoas, conforme confirmado pelas autoridades na quinta-feira (22). O desastre ocorreu durante a rota entre Málaga e Madri, quando um trem da empresa privada Iryo descarrilou e colidiu com outro da Renfe, que seguia na direção oposta. A identificação dos últimos corpos foi realizada por médicos legistas, encerrando o processo de busca por desaparecidos.
As investigações para determinar as causas do acidente estão em andamento, com especialistas analisando a infraestrutura ferroviária e os próprios trens. Inicialmente, as autoridades descartaram a possibilidade de excesso de velocidade ou erro humano. O ministro de Transporte, Óscar Puente, afirmou que a investigação será complexa e longa, uma vez que se busca entender os fatores que levaram a essa tragédia, a pior do país desde 2013.
Enquanto os familiares das vítimas começam os funerais em um clima de luto, o governo espanhol enfrenta pressão para garantir a segurança do sistema ferroviário. Maquinistas já expressaram preocupações sobre as condições de trabalho e segurança, convocando greves para reivindicar melhorias. A situação atual exige uma resposta firme das autoridades para restaurar a confiança no transporte ferroviário do país, que possui uma das maiores redes de alta velocidade do mundo.

