A 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) se prepara para analisar um recurso em uma disputa financeira significativa entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, e seu sogro, o advogado Roberto Teixeira. O conflito se baseia na divisão de lucros e na transferência de imóveis de um escritório de advocacia, que inclui a esposa do ministro, Valeska Zanin Martins.
O processo teve início na 7ª Vara Cível do TJ-SP, onde, em setembro de 2025, o juiz Ricardo Augusto Ramos considerou a ação improcedente, alegando que os fatos questionados ocorreram há mais de 10 anos e, por isso, estavam prescritos. Teixeira argumentou que a distribuição de lucros e a doação de imóveis foram manipuladas para favorecer suas filhas e o genro, mas o juiz refutou essa alegação, enfatizando que as deliberações em questão eram de natureza societária, não sucessória.
Com o recurso em análise, as implicações do caso permanecem significativas, pois envolvem questões de direito empresarial e familiar, além de refletirem sobre a atuação de figuras proeminentes no sistema judiciário. A decisão da segunda instância poderá estabelecer precedentes sobre como disputas semelhantes são tratadas, especialmente em casos envolvendo relações familiares e interesses financeiros.

