O Tesouro Nacional do Brasil revisou suas projeções para a dívida pública, prevendo que ela alcançará 83,6% do PIB até o final de 2026 e poderá atingir 88,6% em 2032. Essa atualização foi divulgada em um relatório nesta segunda-feira, refletindo a pressão das altas taxas de juros sobre o endividamento do governo, que permanece em 15% ao ano desde junho de 2025.
As novas estimativas indicam um crescimento significativo da dívida em comparação com as previsões anteriores, que apontavam um pico de 84,3% do PIB em 2028. A secretaria do Tesouro enfatizou que a situação é influenciada pelos juros nominais elevados, que continuam a pressionar a trajetória da dívida nos próximos anos, com impacto direto no custo de financiamento do governo.
O cenário futuro para a dívida pública dependerá de resultados primários positivos e de uma eventual redução nas taxas de juros. Especialistas alertam que a manutenção da taxa Selic em níveis elevados continua a ser um desafio significativo, pois metade do estoque de títulos públicos é atrelada a essa taxa, evidenciando a necessidade de uma política fiscal mais robusta para controlar o endividamento no longo prazo.

