Tesouro Direto registra leve alta nas taxas apesar de indicadores positivos

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, as taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram leves elevações, com destaque para os papéis de prazos mais curtos. O Tesouro Prefixado 2028, por exemplo, passou a pagar 13,04% ao ano, enquanto outros títulos, como o Tesouro IPCA+ 2029, mostraram variações mais contidas. Essa movimentação ocorre em um contexto marcado pela divulgação de indicadores econômicos que superaram as expectativas, como o aumento de 0,7% no IBC-Br em novembro.

Os dados divulgados pelo Banco Central e pela Fundação Getulio Vargas apontam para uma atividade econômica firme e pressões inflacionárias crescentes, fatores que influenciam diretamente as taxas do Tesouro. Apesar da leve alta observada, as taxas permanecem em um cenário de ajuste técnico, especialmente após as altas dos dias anteriores. Além disso, o aumento dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos e incertezas geopolíticas contribuem para um ambiente menos favorável ao fechamento das taxas no Brasil.

Analistas do mercado destacam que, embora o crescimento econômico esteja acima do esperado, ainda não há sinais de uma aceleração significativa. Especialistas como Sidney Lima e André Matos ressaltam a importância de monitorar a dinâmica de custos e a possibilidade de uma desaceleração econômica mais brusca. A situação atual sugere que a trajetória das taxas pode continuar a ser influenciada por esses fatores internos e externos, exigindo cautela dos investidores.

Compartilhe esta notícia