Nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, as taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram levemente, refletindo ajustes em diferentes vencimentos. Apesar da alta, os dados econômicos divulgados pelo Banco Central e pela Fundação Getulio Vargas indicam uma atividade econômica mais forte, com o IBC-Br crescendo 0,7% e o IGP-10 avançando 0,29%, ambos acima do esperado.
Os títulos prefixados, como o Tesouro Prefixado 2028, passaram a ter rendimento de 13,04% ao ano, enquanto os papéis indexados à inflação mantiveram variações mais contidas. O aumento das taxas ocorre em um cenário de pressão dos rendimentos dos Treasuries no exterior, que, por sua vez, reflete incertezas geopolíticas e expectativas de novos dados de inflação nos Estados Unidos.
Analistas apontam que a dinâmica da economia brasileira, ainda contida, pode afastar o risco de uma desaceleração acentuada, embora o crescimento não apresente sinais de aceleração mais ampla. A situação sugere que os operadores estão ajustando as expectativas em um contexto de liquidez reduzida, o que poderá impactar o comportamento das taxas no curto prazo.

