O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou planos para auditar a futura lista de credores do Banco Master, envolvendo valores que não serão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A decisão ocorre em meio a uma polêmica relacionada à atuação do tribunal contra o Banco Central, com o objetivo de proteger investidores que têm mais de 250.000 reais a receber, evitando que sejam prejudicados por novas ações do grupo ligado à instituição financeira.
Essa iniciativa do TCU é composta por dois movimentos distintos. Primeiro, o tribunal pretende manter sua vigilância sobre o caso do Banco Master, mesmo após o relator Jhonatan de Jesus ter recuado da proposta de inspeção no Banco Central. Em segundo lugar, há uma preocupação em não criar um precedente que permita que outros órgãos da administração pública se oponham a fiscalizações do TCU, reafirmando a sua competência para monitorar a legalidade e a legitimidade de atos administrativos.
A auditoria proposta visa garantir que a liquidação do Banco Master seja transparente e eficiente, especialmente considerando os possíveis impactos financeiros para a União. O TCU já se envolveu em auditorias semelhantes no passado, e a capacidade do tribunal de fiscalizar instituições públicas é vista como crucial para a integridade do sistema financeiro. O resultado dessa auditoria poderá ter desdobramentos significativos tanto para os credores quanto para a confiança do público nas instituições financeiras.

