TCU confirma que não pode reverter liquidação do Banco Master

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, declarou que a Corte de Contas não tem competência para reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, que foi decidida pelo Banco Central em 2025. Essa afirmação surge em um contexto de crescente pressão sobre o ministro Jhonatan de Jesus, que havia determinado uma inspeção nos documentos do Banco Central relacionada ao caso, mas que agora deve ser suspensa, ao menos temporariamente, devido a reações adversas de instituições financeiras.

Vital do Rêgo enfatizou que o papel do TCU é fiscalizar as ações do Banco Central, mas não reverter decisões administrativas da autoridade monetária. A liquidação do Banco Master, motivada por problemas de liquidez e descumprimento de normas, segue sendo um tema controverso, especialmente após investigações da Polícia Federal que envolveram o controlador do banco, acusado de fraudes financeiras. O TCU, portanto, atuará dentro dos limites constitucionais, colaborando com o Banco Central para examinar o processo de liquidação.

A suspensão da inspeção proposta pelo ministro Jhonatan de Jesus indica a complexidade do cenário e a necessidade de um alinhamento entre as instituições. A situação também levanta questões sobre a autonomia do Banco Central e os limites de atuação do TCU, especialmente em casos de liquidação de instituições financeiras. O desdobramento dessa questão poderá impactar o setor financeiro e as relações entre as autoridades regulatórias no Brasil.

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