Taxas do Tesouro Direto caem no início de 2026 com apetite ao risco em alta

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto registraram uma queda significativa em sua primeira atualização de 2026, em 2 de janeiro. Essa redução ocorreu em um contexto de liquidez reduzida no mercado, com investidores ainda retornando das férias de fim de ano, o que pode aumentar a volatilidade dos preços. Os títulos prefixados mostraram recuos notáveis, refletindo o clima otimista em relação ao apetite global por risco.

Com a diminuição das taxas, o Tesouro Prefixado 2028 passou de 13,15% para 13,04% ao ano, enquanto o Prefixado 2032 caiu de 13,74% para 13,60%. Entre os títulos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2029 também apresentou uma redução em sua taxa. Esse movimento coincide com a valorização do dólar, que atingiu R$ 5,426, impulsionado por otimismo em relação a investimentos em inteligência artificial e possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve.

No âmbito doméstico, a atividade industrial brasileira apresentou uma retração acentuada, conforme demonstrado pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI), que caiu para 47,6 pontos em dezembro, sinalizando um cenário desafiador. A combinação de taxas em queda e uma economia em desaceleração pode influenciar as estratégias de investimento nos próximos meses, exigindo cautela dos investidores diante das incertezas econômicas.

Compartilhe esta notícia