Taxas de juros sobem com tensões geopolíticas entre EUA e Europa

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

No dia 20 de janeiro de 2026, as taxas de juros futuros na B3 sofreram um aumento significativo, refletindo a aversão ao risco que permeou os mercados globais. A alta foi acompanhada de uma inclinação na curva a termo, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificava as ameaças tarifárias à União Europeia relacionadas à Groenlândia, um território dinamarquês que ele almeja anexar.

As taxas de juros se ajustaram com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subindo para 13,81%, e o DI para janeiro de 2029 avançando para 13,28%. A falta de indicadores econômicos locais contribuiu para que as oscilações no mercado fossem influenciadas pelas tensões geopolíticas, especialmente com os Estados Unidos e a Europa. O diretor de pesquisa econômica do banco Pine, Cristiano Oliveira, destacou que as rivalidades no Ártico refletem mudanças estratégicas significativas no cenário global.

O economista-chefe do banco BMG, Flávio Serrano, apontou que as taxas de juros dos Treasuries nos EUA também estavam em alta, o que afetou o mercado de renda fixa local. Sem novos indicadores econômicos previstos, a expectativa é que as tensões internacionais continuem a impactar o cenário financeiro brasileiro. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana se torna ainda mais crítica neste contexto.

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