Em 23 de janeiro de 2026, as taxas de juros futuros na B3 apresentaram um leve recuo, impulsionadas por uma percepção de distensão geopolítica. Essa movimentação ocorreu na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve manter a Selic inalterada. Os juros de vencimentos mais longos caíram entre 4 e 5 pontos-base, refletindo um ambiente global mais favorável para mercados emergentes.
A redução dos prêmios de risco, embora tímida, foi influenciada pela mudança de tom do presidente dos Estados Unidos, que decidiu não impor novas tarifas a países europeus. Especialistas acreditam que esse cenário atraiu o interesse de investidores estrangeiros, que buscam melhores retornos em renda fixa. A análise da equipe econômica do Santander destaca que, mesmo com a instabilidade externa, a expectativa é de que as taxas permaneçam inalteradas nas próximas reuniões do Copom e do Federal Reserve.
Com o aumento do apetite por ativos locais, a influência do cenário externo tem sido preponderante sobre os mercados brasileiros. Embora as pesquisas eleitorais que indicam um desempenho favorável para o senador Flávio Bolsonaro tenham contribuído para o otimismo, especialistas afirmam que o impacto foi limitado. O mercado continua atento às tensões geopolíticas e seu possível efeito sobre os investimentos e as taxas de juros futuras.

